sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feelings - Part II





Adoro viajar. A gente pensa mais quando viaja. Reflete mais. Aprende mais. Eu viajei para um lugar onde não tem semáforo, muito menos trânsito, ou concorrência entre Supermercados, ou caixa de correio nas casas, ou algum divertimento fora a Praça da Igreja, e a sensação térmica é 500°. Sério! E num lugar desses nada melhor que um sorvete para tentar disfarçar o calor.

Engraçado que esta cidade desperta em mim um monte de sentimentos diferentes. Mas a saudade é o maior deles. Tenho saudade dos familiares que já não estão conosco, e tudo lá me faz lembrá-los, desde o big sanduíche da esquina ao cantinho na casa da minha tia. E é por isto que na maioria das vezes não gosto de ir para lá, porque isso fica me atormentando. E continuei tomando meu sorvete na varanda da casa da minha tia.

E aí me veio o pensamento de que sentimentos são como tomar sorvete, daqueles bem gelados que quando você toma a primeira colherada parece que seu cérebro vai congelar. Assim são os sentimentos, desde o pior ao mais bonito. Quando aquilo te atinge, vem direto na tua mente e fica lá te atormentando. E no final das contas, isso não é ruim, afinal, chega uma hora que o sorvete acaba e sempre fica “tristeza” de sua partida, e a vontade de seguir em frente. O importante é saber lidar com a escolha dos sabores corretos, suas coberturas e prestígios, afinal, eles deixarão o nosso pensar mais doce e a sua partida jamais será amarga. Então, percebi que a partida das pessoas que amo tem o sabor de pedacinho do céu. E o sabor de amar as coisas simples é napolitano. E há tantos sabores... Qual o sabor dos teus sentimentos agora? 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Stonehenge




Aqui eu estou em mais uma tarde vazia, lembrando daquele dia mágico que nos conhecemos. Entramos pela mesma porta e nos ajoelhamos um do lado do outro. Não estava frio, mas eu me sentia em casa. Cansados, nos sentamos no chão, e todo aquele espetáculo que havia ao nosso redor não parecia importar. Havia tanta gente para abraçar, mas você veio.
Alguns dias depois você me disse algo sobre ser tão frio e fechado que não teria capacidade de ir até mim, mas você foi. E você se lembra disso muito bem. Mas eu não lembro a música que tocava, enquanto nos abraçávamos. Ambos fingíamos não sentir dor. Mas eu jamais esqueceria a forma como você se moveu, me abraçou tentando arrancar a minha dor. Eu nunca vou esquecer aquele abraço. Foi o começo. Uma grande ligação começou. Foi como se fôssemos feitos da luz das estrelas, como se sonhássemos coisas impossíveis.
Algumas semanas depois nós estávamos sentados na praia, e ríamos dos sorrisos falsos deles e de seus grandes carros com músicas horrendas. Você me contou histórias da sua infância, das suas viagens, dos seus jogos e do seu café preferido. E eu te contei histórias sobre músicas, comidas, meus interesses futuros, e sobre a preguiça que nos impede de cometer os outros 6 pecados. E havia algo sobre a lua e a estrela naquela noite e isso nos incomodava, mas não era ruim e não havia nada de mal nisso. Chegava a ser engraçado. E lá vinha você com as suas teorias sobre os céus, as estrelas e as galáxias. “Não somos nada comparados ao tamanho do universo”, você me disse. Eu consigo lembrar disso, e eu fiquei bem.
Às vezes eu me pergunto se eu fiz muitas perguntas, e eu realmente me importo se te atrapalho ou não. Adorei o dia que você me falou dela, parece que agora ficou mais sólido e podemos compartilhar mais. E era 01:59 da manhã, quando você simplesmente me agradeceu por tudo, de todo o seu coração, e meus olhos ficaram marejados. Talvez, você tenha visto algo errado, mas esse é o meu jeito estúpido de dizer: “Ei, estou aqui e quero sua amizade”. Porque eu nunca encontrei alguém que apenas pudesse me abraçar e levar a dor embora, como você fez naquela noite. E eu ainda procuro entender porque cargas d’água eu me sentia como um papel amassado, e vem à minha mente que talvez aquele sentimento não me pertencia.
E tudo o que aconteceu foi real, onde nós estávamos naquela noite. Eu me lembro disso. E era estranho e mágico. E você estava lá. E nós nos lembramos disso tudo muito bem. E hoje eu te digo “Você passará a vida toda cantando músicas tristes se continuar a pensar desta forma.” Você não vê a luz das estrelas? Você não sonha coisas impossíveis? “Mesmo quando tudo parecer estar indo pro caminho errado, estaremos juntos.”    

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Please, don't be in love with someone else





Eles caminhavam pelas ruas da cidade fria, parecia que a dor não os pertencia. Parecia que tudo não importava, parecia que tudo precisava ir, e só eles mereciam ficar. Naquela noite, tudo foi real, absolutamente tudo. Ele desejava que ela soubesse disso, e como desejava. Ela tinha tantos sentimentos dentro de si que simplesmente queria que ele estivesse ali, e só.
Enquanto se abraçavam o mundo, ao seu redor, os sufocava de uma maneira tão sutil, que eles mal puderam perceber, afinal, eram os dois apenas, e nada mais importava. Aquela noite ficou gravada em seus corações e pensamentos, de uma forma tão doce e cortante, que até hoje é assim.
Ele teve o melhor dia de sua vida. Ele tem plena certeza disso. Ela apenas não queria saber de mais nada, se ele estava ali, era o que importava, apesar da dor que a consumia durante este tempo, agora tudo parecia diferente. Agora ele estava lá. E ela queria ser para ele a válvula de escape, seu porto seguro, a sua fortaleza. E ele sabe que ela conseguiu, mas ela não tem tanta certeza disso. E agora é o momento em que ele toma toda a coragem que não tem dentro de si, e procura alguma forma de fazê-la acreditar que nada mais importa. Só ela.
Ele não consegue escutar o nome dela de tão suave que parece, enquanto isso, ela toma um café. Ele conseguia fazê-la lembrar todos os dias porque cargas d’água ela se apaixonou por ele. E ele tinha medo. Ela “tinha mania de fugir sempre que algo acusava que iria dar certo, não por medo... pensando bem, talvez até fosse.” Ela aprendeu que a melhor maneira de evitar um coração quebrado, é agir como se não tivesse um. E às vezes ela desejava flores, e não as desejava, enquanto ele escrevia uma canção, ou algum texto de amor, sobre os dois, acreditando que tudo fosse mudar algum dia. Havia uma pergunta persistente, que a mantinha acordada às 02:00 da manhã: “quem você ama?”. E ela ficava para lá e para cá, desejando que ele estivesse na sua porta, ela iria abrir e ele diria: “Ei, fiquei encantado em conhecê-la.” E ele queria dizer que é muito difícil não ligar para ela, que ele queria correr para os seus braços, e que toda hora que ele não liga, ele quase consegue. Ele quase consegue.
E esta sou eu rezando para que seja a primeira página, não onde a história termina. Porque meus pensamentos vão ecoar os nomes deles até eu os ver de novo. Estas são as palavras que eu queria dizer para ela, quando eu fui embora cedo demais. Eu estava encantada em conhecê-los. E eu sei que não é tão fácil quanto cantar uma música dos Beatles, ou aprender um solo novo do John Mayer. Porém, não se pode passar a eternidade se perguntando se ela sabia, ou se ele sabia. Por favor, não se apaixonem por outra pessoa. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aquele dia de março




Existiu o mês de março, existiu um dia de março, e com ele existiu tanto sentimento dentro de mim.
Naquele dia de março, eu escutei palavras que eu não queria escutar, essas palavras me doíam tanto, foram palavras que partiram o coração, destruíram meus planos, meus sonhos. Transformou minha alegria em tristeza, transformou o que era lindo em algo que é insuportável de se sentir. Transformou o amor em indiferença. Não há no mundo sentimento pior do que a indiferença.
Naquele dia de março, eu sentei no banco do passageiro do carro, escutei tudo o que eu não esperava escutar, senti meu coração tentar não demonstrar a dor, mas as lágrimas não conseguiram ficar escondidas. As lágrimas tentaram tocar o chão e trazer algo bom.
Naquele dia de março, eu queria sumir, para que ninguém visse a minha dor. Naquele dia de março, eu desejei encontrar a toca do coelho de Alice para me esconder. Eu tentei fingir que não havia dor. Eu tentei.
Naquele dia de março, o céu que era tão azul foi transformado em escuridão. E não havia nada que pudesse aliviar a dor, ou que pudesse entretê-la para que ela parasse de ficar dando voltas e voltas no coração.
Naquele dia de março, eu desejei que alguém ou que um anjo viesse até mim e simplesmente recolhesse o pedaço do meu coração, onde habitava a dor, e o levasse para longe, para bem longe de mim e que ela nunca mais voltasse.
Naquele dia de março, eu vi a “sua necessidade doentia de dar amor e de tirá-lo, que longas foram as noites quando meus dias giravam ao seu redor, que eu sempre estive rezando para o chão não cair outra vez, e que eu vivia no seu jogo de xadrez, mas você mudava as regras todo dia. Eu vi naquele dia de março que eu nunca tinha planejado que você pudesse mudar o seu pensamento.”
Naquele dia de março, eu vi que “talvez a culpa seja minha e de meu otimismo cego, do meu jeito de lidar com o amor. Minha mãe me acusou de ter perdido minha mente, diversas vezes, mas eu jurei que estava bem.”
Naquele dia de março, eu pude ver que “você é um expert em desculpas, e manter as linhas borradas. Seus testes não me impressionam mais. Mas de alguma forma, quando você me disse tudo naquele dia de março, eu peguei seus fósforos antes que o fogo pudesse me pegar. Então, não olhe agora, pois eu estou brilhando como fogos de artifício sobre a sua cidade vazia e triste.”
Naquele dia de março que você se foi, eu pude perceber, “você não acha que eu era muito nova para ter mexido? A garota de vestido chorou por todo o caminho de casa. Eu deveria saber. Você devia saber.”
E naquele dia de março, eu desejei que você voltasse, e eu não desejei, e eu desejei e não desejei. Naquele dia de março, você só veio para desajeitar as coisas e me deixar só para eu tentar reconstruir só um muro que eu tinha derrubado ao me entregar para você. 
Naquele dia de março, nasceu um novo eu. Um eu que sente dor, e não tem medo de mostrar ao mundo, um eu que tem sentimentos reais, que não brinca com os outros, que não faz da vida dos outros um jogo de xadrez, que tem vida, e que a sente, na dor, na alegria...
Naquele dia de março, eu fui triste e só. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Feelings? - Part I



Olá leitores lindos!  Eu sei que passei um bom tempo sem postar nada, mas eu simplesmente não consegui escrever sobre nada. Absolutamente nada. Não me perguntem o que aconteceu, porque nem eu mesma sei. Fiquei  vagando pra lá e para cá. Até que esta semana um leitor me falou: “Ei, posta algo novo no teu Blog!” Aí eu falei: “Não é tão simples quanto parece.” Depois me toquei do quão rude tinha sido, e pedi desculpas.
E então, conversando e conversando com alguém, eu falei que queria escrever sobre algo, mas não sabia o quê, e o fofo falou: AMOR. Então, essa é a hora que eu digo: Só que não?
Não! Não! Essa é a hora que eu digo só que sim! Eu passei os últimos 8 meses pensando que tudo o que o amor faz é queimar, quebrar e acabar, mas há semanas atrás eu tenho visto que o amor não é só isso. Sempre tem algo bom no amor, aliás, o amor é algo totalmente bom/ruim/triste/lindo, o fim dele nos aflige, e o seu crescimento nos conforta e preenche, e você sente borboletas no estômago. Quem nunca sentiu, está mentindo, porque sim, isso acontece! E quem é capaz de explicar o que são borboletas no estômago? Apenas se sente.
Entre um amor e outro sempre tem uns sentimentos inexplicáveis dentro de nós. Fica tudo muito bagunçado, sem ter como organizar, mas depois de certo tempo você vê que pode ser o amor chegando de novo. Porque há um Amor que dura, que é para sempre, que nos preenche, e está sempre ali. É aquele amor que restaura, que cura, que anima.
E entre um amor e outro, tudo estará bagunçado. Sempre haverá algo novo que se quer descobrir. O que eu sei agora é que tudo mudou. Não foi uma simples mudança. Acho que sinto borboletas no estômago, e não há nada de ruim nisso. E eu não estou com medo de ter sido ridiculamente patética neste texto. Eu sei de algo agora que eu não sabia antes. “O amor é um jogo cruel até que você sabia jogar bem e corretamente.”  “Sentimentos, nada mais que sentimentos”, já dizia Morris Albert.  

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Livros, histórias,mundos,sonhos...


Assisti a um filme este fim de semana, chamado Coração de Tinta, certamente você já deve ter ouvido falar sobre ele. Logo no início aparece uma frase: "Desde o princípio dos tempos, os contadores de histórias, encantaram plateias com suas palavras, mas existe um dom ainda mais raro, existem aqueles que lendo em voz alta podem dar vida aos personagens, tirando-os dos livros e trazendo-os para nosso mundo".
Então comecei a pensar... Quando estamos lendo um livro, nos transportamos ao lugar em que a história acontece, eu já estive em vários lugares: Califórnia, Rio Grande do Sul, Nova York, Noruega (já fui diversas vezes, sou íntima, estou de mudanças quase), França, Afeganistão, Reino Encantado, Inglaterra, País das maravilhas... Enfim, foram tantos os lugares que passaria o dia todo aqui escrevendo sobre isso. O que é mais mágico é que você é literalmente transportado para a história, não importa. Quando você não pertence a ela, você foge o mais rápido possível, quando você se encontra, fica lá, assistindo em terceira pessoa, ou até mesmo como personagem principal esperando as famosas cenas dos próximos capítulos.
Mas nós sabemos que existem livros de crônicas também, que imediatamente te levam a identificar aquele problema/situação/sentimento que já aconteceu com você em algum momento. Estes são os livros que considero como canções ao coração, afinal, se as crônicas fossem canções, elas seriam eternos hits. Sabe uma música a cara de uma crônica? “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...
Nos livros as histórias lutam para nos pertencer ou não, nos perguntamos o que vem depois, e o que faríamos se fôssemos nós. Tem algo mais mágico que um livro? Você conhece gente nova, lugares novos, palavras novas, costumes novos. A cada livro que lemos tudo é novo, e você vê que não viveu nada, e percebe o quanto tem para viver sem deixar capítulos em branco. É o sentido da vida. Nossa vida é um livro. Nós escrevemos frases, parágrafos, capítulos. Há vidas que são sagas. Há pessoas que são capítulos, e outras que são duas ou três páginas. Na verdade, isso não importa. Apenas, não podemos parar de escrevê-lo, sempre é tempo de iniciar um novo capítulo, um novo parágrafo, uma nova frase, e buscar um novo título.

sábado, 27 de outubro de 2012

Levei a dor para passear



Ontem, eu não acordei bem. Sei lá. Acordei meio que sentindo que tinha perdido alguém, que estava perdendo alguém, não sei explicar. Após um longo dia de trabalho, eu desabei. Li-te-ral-men-te.
É como se a dor quisesse sair, como se um peso estivesse me incomodando, como se o coração estivesse apertado, como se quisesse dizer algo e não conseguisse, como se fosse explodir, como se quisesse sumir do mundo, ou fugir, aliás, fugir seria uma boa pedida, me desligar do mundo seria a perfeição.
Então, eu peguei um carro que poderia me deixar em frente a minha casa, mas eu não queria, simplesmente não queria. Desci bem antes da minha casa. Senti que a minha dor queria passear, então eu a levei para um passeio. Enquanto a caminhada acontecia, parecia que eu me desligava. A cada passo dado um pedaço da dor ficava para trás. À medida que o caminho diminuía a dor diminuía junto. Cada percurso percorrido deixava um pouco da dor para trás.  E a rodovia ficou cheia de pedaços de dor. As minhas lágrimas encontraram resposta, e meu coração se calou. Parou de pedir socorro. Quando cheguei a minha casa, a dor não habitava mais em mim, ficou apenas sutileza de sua ida.
E agora? Depois de sua ida, o que resta é saber que parte da dor se vai ao cantar sua música favorita e a outra metade se você a levar para um passeio. Depois de feito isso, é só se deliciar, nos prestígios, morangos e brigadeiros da felicidade nossa de cada dia. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

We are never ever getting back together!


Olá leitores maravilhindos! Passei um tempo sem postar, e minha última postagem foi sobre a Hebe, então, né... Eu preciso falar sobre mim um pouco... E ultimamente, eu tenho pensado em dizer coisas para pessoas que eu disse, mas vocês não sabem, ou coisas que eu não disse e quero dizer agora. Este é um dos primeiros que irei publicar aqui, para uma pessoa que passou em minha vida no ano de 2010. Essa pessoa ainda vai escutar muito de mim, porque ela realmente precisa. Nunca me deixava seguir, ou não me deixava ser eu. E hoje, estou aqui usando de uma música para dizer tudo o que eu queria. E que fique claro, para todos, que exatamente como está na música é o que aconteceu, e é o que eu quero dizer. Não se doa, querido, verdades vem e vão. Ok? (Sarcástico, não?) Assim como você! 




Nunca vamos voltar a namorar

Lembro-me de quando terminamos pela primeira vez
Dizendo "É isso! Chega para mim!"
porque, tipo, não tínhamos nos visto por um mês
Quando você disse que precisava de tempo: "O quê?"
Então você volta mais uma vez e diz: 
"Eu sinto sua falta e juro que vou mudar! Confie em mim!"
Lembra de como aquilo durou por um dia?
Eu disse: "Eu odeio você", terminamos, você me ligou: "Eu amo você"
Você voltou atrás mais uma vez na noite passada...

Eu realmente vou sentir falta de você começando brigas
E eu caindo, gritando que estava certa
E você iria se esconder
E encontrar a paz com algum disco "indie" que é muito mais legal do que o meu
Você me ligou novamente esta noite...

Eu costumava pensar que ficaríamos juntos
E eu costumava dizer "nunca diga nunca"
Então ele me liga e fica tipo: "Eu ainda amo você"
E eu estou tipo: "Ah, isso é exaustivo"
Nós nunca vamos voltar
Tipo... Nunca!

Nós nunca, nunca, nunca vamos voltar!
Você vai falar com seus amigos, com meus amigos, comigo...
Mas nós nunca, nunca, nunca vamos voltar!

Tchauzinho,

Bela. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Carta para Hebe Camargo



Hebe,

Eu tomei um tiro ontem. A notícia do seu falecimento me chocou tanto, mas tanto... Incrível... Ontem ao acordar cantei: “Pense em mim, chore por mim, liga pra mim...” e te vi cantando isso à tarde. Foi demais para mim. Foi como ter uma sobremesa na mão e não querer comê-la. O Brasil inteiro está assim! O Brasil hoje chora a falta do teu sorriso e do teu carinho.
Se eu fosse famosa e artista, queria que apenas já tivesse um sonho realizado, de me sentar no seu sofá e bater um papo bem divertido com você. E se esse dia realmente acontecesse... Ah... Se acontecesse, eu me atreveria até a receber o seu selinho, e até mesmo a gritar: “Vida longa à Rainha Hebe!” Seria mágico.
Enquanto escrevo esta crônica, eu vejo Celso Portiolli falando de você, chorando a sua partida, e nem eu mesmo, que não tive a oportunidade de ver, abraçar, sorrir e sentir a sua energia... Não consigo conter as lágrimas, não dá. É já a saudade do: “Boa Noite Brasil!” “Linda de viver!” “Gracinha!”. É a saudade das nossas segundas-feiras à noite, que você aparecia para brilhar, já no começo da semana! E era exatamente isso que você fazia, brilhava, brilhava como fogos de artifício, como estrelas, muitas estrelas! “Vida longa à Rainha Hebe!”
Você era tão doce! E você derramava doses e mais doses de amor e felicidade pelo mundo todo.É bom saber que você aproveitou a vida como ninguém. É bom saber que você será uma eterna estrela. É bom saber que Deus precisa de você junto dele agora. Acho que Deus quer tua alegria no céu. Porque eu tenho certeza de que você aqui na Terra foi sorriso de Deus para o mundo!Vida longa à Rainha Hebe!”
 A partir de hoje você passou de apresentadora para telespectadora do mundo inteiro. Agora, você poderá descansar e rogar por nós que continuamos aqui embaixo. Infelizmente, você partiu sem se despedir, mas nós sabemos que precisam de você lá em cima, e sabemos o porquê. O céu precisa de ti, para que possas nos iluminar sendo estrela! “Vida longa à Rainha Hebe!”


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

GIVE MY HEART A BREAK







Nunca fui muito fã de Demi Lovato, eu achava sua voz insuportável, e suas músicas sem pé nem cabeça, até que por uma reviravolta do destino dela, fez com que as suas letras ficassem mais agradáveis de escutar.  
Um belo dia, eu estava escutando rádio e tocou a música “Give your heart a break”, enquanto eu a escutava eu ia me identificando com as partes que entendia, então quando chegando em casa busquei com uma única frase a música que tinha escutado. Bom, para minha surpresa era Demi Lovato. Mas ainda assim continuei escutando e aprendi a cantá-la.  É algo que sempre acontece conosco. Quando um relacionamento tem um fim, nós dizemos que não vamos nos apaixonar, apenas por medo. Ouvimos um grande silêncio dentro de nós.
Sempre tem alguém que quer dar um tempo ao nosso coração, mas acabamos ficando longe dessa pessoa ainda que estejamos tão perto dela, é como se ela não passasse no teste. Mas como perceber que há pessoas que não são como o resto do mundo?
Como perceber que alguém não quer partir o nosso coração, que quer dar um tempo a ele? Como perceber que tudo o que sentimos é medo? Como perceber que nosso coração precisa de um tempo? Como perceber que já está na hora de viver a nossa única vida? Como perceber que esse alguém não vai nos ferir? Como perceber?
E nós sentimos assustados ainda que tenhamos apenas uma vida para viver, que não temos tempo para esperar. As pessoas percebem em nossos olhos que tentamos sorrir, não podemos disfarçar, e sempre existe alguém que não quer partir o nosso coração, mas pode aliviar a dor, é só perceber que ela está bem aqui.
Eu preciso dar um tempo ao meu coração. E você?


domingo, 12 de agosto de 2012

De inverno a verão


Eu tenho dias e dias, e acho que qualquer pessoa na face da Terra passa por dias e dias. Acontece em que há dias em que eu quero me esconder, sumir, desparecer, tipo eu desejo encontrar a capa de invisibilidade do Harry Potter, para não ser encontrada, nem vista por qualquer pessoa que seja, para que a minha dor e/ou meu cansaço não sejam derramados em outro alguém que não o merece. Porque existem pessoas que não merecem o nosso cansaço, nem o próprio cansaço.
Tem dias que eu fico ao lado de uma pessoa que eu gosto e tenho milhões de coisas para dizer-lhe, porém nenhuma palavra é pronunciada. Por alguma razão eu não consigo dizer absolutamente nada do que eu precisaria dizer para me deixar aliviada, eu vou guardando, e vou deixando lá no fundo do coração. Mas, é verdade, existem momentos que eu não consigo dizer nada do tudo o que eu tinha para dizer, me falta a respiração, a coragem, a decisão e a voz, fica algo fechando a minha garganta. Mas não me falta o coração.
Tem dias que eu quero cantar e dançar minha música favorita, quero gritar a minha felicidade, quero que transpareça em mim que estou feliz, que seja como fogos de artifício. Tem dias que eu quero ver gente, gente ampla e arejada, Tem dias que quero ver gente fechada e calma, Tem dias que quero ver gente divertida. Tem dias que a gente quer o melhor amigo do lado. Tem dia que a gente deseja um amor. Tem dias que apenas quero ver gente.
Tem dias que eu quero jogar tudo para o alto e conhecer Nárnia. Tem dias que quero festa. Tem dias que eu não quero nada. E tem dias, tem aqueles dias, que você sabe, não acontece nada com você, mas de repente você sente que está vivo, e vê que nas mínimas coisas você é imensamente feliz.
E é assim, e vai continuar sendo assim, porque não há uma fórmula para que o seu dia seja bom ou ruim, há apenas sentimentos que decidem aflorar de vez em quando. É como se os sentimentos mudassem de acordo com as estações, mas não são eles, somos nós que mudamos de acordo com as estações. Somos sempre alguém novo, de inverno a verão. A nós cabe apenas continuarmos, pois sabemos que de um jeito ou de outro, tudo traz a felicidade de volta para nós. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

E se...



Passei um tempo um pouco longe daqui, não que eu tenha parado de escrever, mas eu estava aqui de longe, só observando e refletindo, e vivendo, e observando e refletindo... Então, vamos ao que interessa... Mais um textinho saindo...
De tempos em tempos, eu me pego relembrando o meu passado, e aí vêm pensamentos, muitos pensamentos:
E se eu tivesse escolhido outro curso? E se tivesse feito algum jeito de ficar com ele? E se não tivesse dito tal palavra? E se tivesse me dedicado àquela disciplina? E se eu não tivesse derramado aquelas lágrimas? E se eu tivesse um irmão? E se tivesse nascido em outra família?
Bom, se nada disso tivesse acontecido, eu não seria nada do que eu sou hoje, não teria conhecimento que tenho hoje e meu coração não teria se endurecido um pouco. Então, de tempos em tempos eu me pego pensando no futuro, e penso assim:
E se eu não fizer pós-graduação? E se eu fizer outro curso? E se eu mudar de cidade? E se eu fizer a viagem dos sonhos? E se eu não encontrar a minha metade da laranja? E se eu não casar? E se eu não for mãe? E se eu morar sozinha?  E se eu mudar de cidade? E se eu mudar de país? E se eu encontrar a minha metade da laranja? E se eu casar? E se eu tiver uma família enorme? E se eu dançar minha música favorita?
E se... E se... E aí vem à tona que, são duas palavras muito assustadoras, juntas te assombram pelo resto da vida. E se... E se... Mas sempre temos que lembrar que há um momento na vida em que não importa o que fizemos, ou o que iremos fazer, mas a grande importância é que sempre é tempo de aproveitar o nascer do sol, e seguir novos caminhos e fazer novas travessias, dar um passo à frente sem dar meia volta, é tempo de seguir e seguir pra frente, não dá pra saber o que nos espera perguntando incansavelmente a si mesmo, sem saber as oportunidades que a vida te dará daqui por diante. Siga! A vida é uma estrada sem retorno, há apenas curvas, umas mais sinuosas que as outras, mas elas te levarão àquilo que menos se espera e mais se deseja. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entre um pingo e outro





Hoje é um dia em que se deseja tudo, e não se deseja nada. Hoje é um dia em que se deseja brigadeiro, assistir aquele filme, se enrolar no cobertor como se nada mais importasse. Deseja-se chocolate quente, cappuccino, pão de queijo, e até foundue. Aliás, chuva e foundue... huummmmm... Mas nesses dias até se deseja ter dinheiro para pedir comida, não se quer cozinhar, só aproveitar o friozinho como ninguém. E por incrível que pareça, se deseja aquele filme preferido que você assistiu mil vezes. Hoje é um dia que a música universal deveria ser, “The lazy song”, do Bruno Mars, já posso até escutá-la: “ Today I don’t feel like doing anything...” 
É um daqueles dias em que se deseja, não ter nada pra fazer e se divertir na nostalgia da chuva. Ninguém gosta de sair na chuva, sabendo que tem que pegar ônibus. As poças nos afligem. A aflição vem já ao amanhecer, quando não vemos o Sol e sabemos que temos que sair, por obrigação com o guarda-chuva, e empacotados!
Ah, mas não digo... Onde moro basta uma chuvinha e as pessoas saem de casaco de lã, para mostrar o frio, ou será a moda? Só sei que não sei, e é assim. Desde que me entendo por gente.
Eu adoro o frio, mas não gosto de sair na chuva de ônibus, só da tamanha trabalheira que dá subir em ônibus de guarda-chuva, além de enfrentar as poças, sem galochas.
É... querido leitor, é a chuva. Mas, encontrei por aí uma frase que dizem ser de Shakespeare, mas nunca se sabe, né? Então, diz assim: “Você diz que ama a chuva, mas abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.”
E você? O que você ama? Pare um pouco neste dia que traz tantos desejos e pensamentos para nós, entre um pingo e outro a chuva não molha, entre um pingo e outro reflita sobre os teus amores, talvez você dê um jeito de trazê-los com a chuva. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O dono e o construtor


Era uma vez, uma casa. Uma casa, como todas as outras, tinha uma sala,  quartos, cozinha, varanda... Mas, o homem que construiu esta casa foi expulso pelo seu novo dono.
O novo dono da casa se vangloriava por tê-la, por poder dominá-la e fazer o que bem entendesse. O novo dono da casa usufruiu dela como ninguém, levava muitas pessoas para conhecê-la, oferecia seus quartos para as visitas, e se sentia bem, ao ter pessoas na sua casa. Houve dias, em que a casa estava tão cheia, que ele próprio se sentia só. Ele sentia o desejo de preencher cada espaço da casa com uma pessoa diferente, e foi preenchendo com familiares, parentes, amigos e amores. De vez em quando o construtor ia lá, mas o dono não queria conversar com ele.
Mas chegou o tempo em que essas pessoas foram desorganizando a casa. Quebraram objetos, e a deixavam suja demais, porém, o dono da casa não tinha tempo de cuidá-la, pois tinha muitas pessoas para cuidar. E assim a casa foi se destruindo, as pessoas foram indo embora, pois a casa já não tinha a sua beleza anterior. A casa ficou tão suja e destruída, que seu dono, não conseguia limpá-la. Eis que veio ao encontro do dono da casa, o homem que a tinha construído há muito tempo atrás, bateu a porta e disse:

- Deixe-me entrar, eu apenas quero te ajudar.

O dono da casa a princípio achou que aquilo seria uma babaquice, e pensou até, que talvez o construtor quisesse se apossar dela novamente. Mas, cheio de sabedoria o construtor disse:

-Não te preocupes. Eu vim para que tu descanses.

O dono da casa não entendeu a história a princípio, mas deixou que o construtor o ajudasse, afinal, não conseguiria limpar toda aquela sujeira, sozinho. O construtor lhe pediu a chave da casa e disse que poderia se ausentar por um tempo que ele mesmo cuidaria de tudo. Sendo assim, como o dono queria descanso aceitou a proposta e aproveitou para conhecer as ruas da cidade, já que durante todo este tempo, não havia parado para observar as belezas de onde vivia, pois estava sempre rodeado de gente e não tinha tempo para um passeio sequer.
Assim que o dono se foi, o construtor tirou todos os móveis acabados, e começou a varrer a casa com uma grande vassoura. O trabalho demorou muito, pois havia muita sujeira na casa. Após ter se certificado de que todo o pó havia ido embora, pegou um balde, com água e desinfetante, um rodo e um pano branco e começou a passar pano na casa para que a cerâmica voltasse a ter o seu brilho, foram 3 baldes ou mais, para que ficasse completamente limpo. Sim, o construtor é perfeccionista. Após ter feito esta segunda etapa, partiu para outra, pintar a casa, e a pintou por dentro e por fora, algumas paredes decorativas e outras mais clássicas, tudo para agradar o dono. Depois de pintadas as paredes, era a vez de decorar a casa, com móveis e objetos, e o construtor fez tudo como queria e de forma que o dono ficasse muito feliz. Os primeiros cômodos a ficar prontos foram os quartos, depois a sala, a cozinha e assim foi. Por fim, a casa estava toda limpa, e em perfeito estado. 
Quando o dono voltou se admirou do que via, achava que não merecia aquilo, então perguntou:

- Quanto custa todo este teu trabalho?

- Nada. – Respondeu com tranquilidade o construtor.

- Como nada? Se a casa está em perfeito estado? – Disse o dono da casa.

- Não custa nada. – Falou novamente o construtor.

-Então, o que eu posso fazer para agradecer? – Perguntou o dono.

- O que você achar que deve fazer. –Disse-lhe o construtor.

-Então eu quero que venhas morar comigo, pois me sinto muito só. Preciso de alguém para conversar, e para me ajudar a manter esta casa em perfeita ordem, pois sozinho eu não consigo.

O construtor aceitou a sua proposta e passou a viver na casinha que construiu e com o seu dono. De vez em quando umas pessoas vinham visitar o dono, o construtor às vezes saía para deixá-los à vontade, quando voltava, havia uma pequena bagunça, mas conseguia arrumar a casa normalmente. Conversaram tanto, o dono e o construtor, que até os seus segredos mais obscuros, o dono lhe contava, e não havia nenhum mal nisso. O construtor estava sempre lá, para escutá-lo e ajudá-lo no que fosse preciso. Quando o dono voltava de algum lugar, sempre encontrava a casa mais limpa, quando ele trazia mais alguém às vezes ficava uma sujeirinha, mas ele e o construtor, juntos, iam lá e limpavam. E até hoje é assim, de vez em quando o dono vai lá e limpa uma sujeirinha, e de vez em quando o construtor vai lá e limpa outras. 



sábado, 5 de maio de 2012

O Romântico




Este é um dos temas indicados, por mais uma frequentadora assídua do Blog. Já disse... Indique você também o seu tema, e ele estará aqui!
O que falar então, sobre “o romântico”?! É um estilo que está tão em evidência que não se precisa de muito para explicar. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “romântico” significa: relativo a romance; romanceiro; sonhador; devaneador; fantasioso; romanesco, entre outras coisas. É impressionante como o romântico tem se manifestado na moda: com flores e tons rosados, ou tules. O romântico se manifesta na música: Paul McCartney, Julieta Venegas, Ximena Sariñana, Mallu Magalhães, O Teatro Mágico, Yui, Wir Sind Helden, Adele e etc. E na literatura, então? O que não falta é poesia da época do romanticismo, ou romances românticos, como Orgulho e Preconceito, por exemplo.
Existe tanta gente romântica no mundo e existe tanta gente que não é. Por algum fator interno ou externo que o impede de ser assim. Desde trauma de infância, até pelo simples fato de que a sua personalidade é assim. Mas, todos nós sabemos que uma palavra fofa de vez em quando nos dá umas borboletas no estômago, que venhamos e convenhamos de vez em quando a gente precisa disso.
Já ouviram falar em uma guria chamada Taylor Swift? Ela saiu diretamente de Wyomissing, Nashville. E hoje é uma das maiores cantoras country. É incrível, como ninguém canta sobre como o amor é lindo. A maioria das músicas de amor diz: “Você me faz falta”, “Saia daqui”, “Por que você fez isso comigo?”, mas é difícil encontrar uma que diga: “Sinto isso por você e é a coisa mais linda que já vi”. A Taylor FAZ. Ela mesma afirma em sua biografia no seu site oficial:  “Eu escrevo músicas sobre minhas aventuras e desventuras, a maioria dos que dizem amar. O amor é um negócio complicado. Mas se não fosse, eu não seria tão encantada com ele. Ultimamente eu vim para uma realização maravilhosa que me deixa ainda mais fascinada por ele: Eu não tenho ideia do que estou fazendo quando se trata de amor. Ninguém faz! Não há nenhum padrão para ele, exceto que acontece a todos nós, é claro. Eu não posso planejar para ele. Eu não posso prever como ele vai acabar. Porque o amor é imprevisível e é frustrante e isso é trágico e é lindo. E mesmo que eu não seja uma expert nisso, vale a pena escrever canções sobre - mais do que qualquer outra coisa que eu já experimentei na minha vida.”
 Se você leu o meu post: PALAVRAS. Com certeza entenderá tudo isso, pois foi com ela que aprendi a escrever tudo o que sinto. Ela é um grande exemplo de como se deve falar as coisas sem que elas sejam ditas. A Taylor fala sobre o amor, porque ela vive o amor. A Taylor é romântica. E isso acontece justamente porque: “Eu só tenho a opção de escrever sobre coisas que acontecem na minha vida, por isso, felizmente, muita coisa aconteceu na minha vida nos últimos dois anos. Eu sei que nem sempre eu digo a coisa certa no momento certo ou falo quando deveria, mas eu escrevo tudo. Eu pego o meu violão e uma caneta e, de repente, eu tenho uma chance de dizer exatamente o que eu quis dizer na vida real. Algumas das coisas que eu escrevi são sobre coisas que todos me viram passar. Algumas das coisas que eu escrevi são sobre coisas que ninguém nunca soube. Eu estou muito animada para você ouvir essas histórias e confissões. Eu acho que é importante que você saiba que eu nunca vou mudar. Mas eu nunca vou ficar na mesma também.”
Então? Vamos deixar aflorar um pouco estes seres românticos que há dentro de nós e que nos deixa bobos e sem palavras. Meninas, despertem um pouco do romântico que há em vocês, usem um vestidinho, e deixe que este ar de menina transmita a verdadeira alegria do amor pelas ruas da sua cidade. Meninos, não sejam tão frios, tudo depende de um pouco de açúcar às vezes. Descobri o tanto que eu tenho para falar. Me desculpem por esta postagem ser ridiculamente longa. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Palavras


Como exprimir os nossos sentimentos, sem que o outro saiba?
Eu aprendi isso com uma pessoa, ela disse que se tivéssemos algo para dizer a uma pessoa e não queremos que ela saiba, devemos escrever num papel.
E você, querido leitor, não sabe como isso pode tirar um peso enorme de cima de você. Alivia a alma, escrever sobre o que você sente. Se você toca algum instrumento, tente colocar uma melodia no que você escreveu.
Algum dia você pode ter certeza de que quer que a pessoa saiba o que você sente. Ou não. Quem sabe isso não vira o Hit do verão? Quem sabe isso um dia não virá a ter milhões de comentários no seu Blog? Quem sabe um dia você simplesmente queime esses sentimentos verbalizados em um papel?
Palavras, por mais simples que sejam; elas têm poder. Têm poder de edificar, de destruir, de aliviar, de consolar, de alegrar, de confortar, de bagunçar, de entristecer. Para o bem ou para o mal, as palavras têm poder.  E esse poder é tão forte, que quando a palavra nos atinge, sentimos que levamos um tiro forte, que atinge o peito e leva embora algo que antes era tão valioso para nós.
Então, se alguém te fez mal, te faz bem, se algo te fez mal, ou te faz bem, apenas escreva. Escreva com as suas próprias palavras, junte-se às palavras dos outros. Escreva. Porque o que você sente é o que pode fazer você crescer sempre. Você pode edificar a si mesmo, só é saber utilizar o teu sentimento para isso. Escreva. Sinta que a cada nova palavra que você coloca no papel é um pedaço da dor, ou da tua alegria que fica ali, frente a frente contigo, lutando para te pertencer ou não. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Se amar a moda é um crime, nós nos declaramos culpados"


 Escrevi esse texto, por sugestão de uma das frequentadoras assíduas do meu Blog, então se você deseja que eu escreva sobre algo, envie-me a sua sugestão, também. Então...

Tem pessoas que gostam de moda, e tem pessoas fúteis, e tem quem acha que tudo é a mesma coisa, mas não é.
Segundo dicionário Aurélio, fútil é aquilo que é frívolo, leviano, insignificante, vão. É algo vazio, que não leva a crescimento algum. Já a moda, segundo o dicionário, é uso, hábito ou estilo geralmente aceito, variável no tempo, e resultante de determinado gosto, ideia, e das interinfluências do meio.Uso passageiro que regula a forma de vestir, calçar, pentear, etc. Arte e técnica do vestuário.

Segundo a blogueira, Priscila Vizan, “a moda é um sistema que engloba indústria do vestuário e contexto social. Ela unifica discursos, ao mesmo tempo em que distingue indivíduos.”
A moda é construída através dos anos, baseada no comportamento da sociedade que estimula o crescimento dessa indústria. A moda vem evoluindo, há coisas que vem e que voltam na moda, dependendo do comportamento das pessoas no momento. Como espartilhos, por exemplo. Ainda seguindo as palavras de Priscila, “a moda se renova a partir de tendências, essas modificações se disseminam através de três modelos básicos: semanas de moda oficiais, street style e looks de celebridades, os quais reverberam em revistas, sites, e blogs especializados. A moda se recicla através da criação, em uma engrenagem que acontece através de ciclos, velhos modelos se saturam rapidamente.”
Gente, fútil é uma pessoa vazia, que só dá valores a coisas que não acrescentam em nada nas suas vidas. Mas, existe bem ali no cantinho, um “cadinho” de gente que se importa com o seu estilo e a maneira de ver o mundo, e a maneira que quer ser vista pelo mundo, e esse “cadinho” de gente, não é fútil, apenas tenta verbalizar o que é por dentro, através da sua forma de se vestir.
Karl Lagerfeld é um estilista alemão, conhecido como um dos estilistas mais influentes no mundo da moda do século XX. Colaborou com uma variedade de diferentes grifes, entre elas, Chanel. E colocarei aqui uma de suas frases para fechar o texto:

A moda não precisa provar que é séria. Ela prova que a frivolidade inteligente pode ser algo criativo e positivo.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Além...


                                                                 Imagem retirada do Google.

    Às vezes eu me pego pensando sobre o que estou sentindo, eu gosto de olhar para o nada e ficar refletindo sobre o que pulsa aqui dentro: meus medos, minhas angústias, minhas boas lembranças, minha felicidade, minhas indiferenças, minha vida, minhas lembranças ruins, meus medos (de novo), minha infância, minhas eternas alegrias, minhas tristezas, meus desesperos, e mais uma vez meus medos, meus medos, meus medos.
    Quem nunca sentiu aquele frio na barriga? Quem nunca pensou em desistir? Quem nunca gritou? Quem nunca se apavorou com um simples pensamento? Quem nunca acordou assustado por conta de um pesadelo? Quem nunca teve medo de ficar sozinho em casa, ou no escuro? Quem nunca teve medo de ficar só? Quem nunca teve medo? Quem nunca? Quem?
    Mas nem só de medos é composto o homem, mas também de suas alegrias e prazeres. Olhar para o nada e ficar pensando, não significa que estou triste, apenas gosto da sensação de silencio que o coração transmite. Olhar para o nada vai muito além de querer vencer os seus medos e de pensar neles. É constar a firmação do pulso, o poder de ficar sozinho estando junto, de ficar sem piscar, de parecer triste e não estar, de apenas sentir o coração e bater e nada mais importar. Nada mais. É como se o tempo parasse ali, naquele instante para você, enquanto o mundo ao seu redor está se movimentos em grandes velocidades.
    Olhe para o nada. Permita-se sentir o teu coração pulsar, e em três segundos dizer “Obrigado pelo dom da vida!”, pense nos medos, nas tuas angústias, nas tuas felicidades, ou não pense em nada. Apenas sinta que você está ali e que por segundo parou no tempo, enquanto o mundo continua a consumir cada minuto dia, ou a desperdiçá-lo sem ao menos sentir que o coração bate e o oxigênio flui.  

sexta-feira, 23 de março de 2012

Maria Luiza




Não sei o que combina mais contigo, se é uma poesia, um livro ou uma pintura. Já me peguei pensando nisso diversas vezes. Dividistes o conhecimento que tens, não guardas somente para ti. 
É difícil encontrar palavras que mostrem a gratidão de ter sensibilizado os nossos olhos, e nos dado um pouco de luz que emana em nossos corações e olhares. Espero que continue sendo assim para ti, que a sala de aula seja um palco, quando você entra é como se nada mais importasse. 



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Coração de Café


Eu assisti a um filme algum tempo atrás, que se chama Coração de Papel. É uma espécie de documentário filmado com Charlyne Yi, que não acredita no amor, e está tentando descobrir o que seria o amor. Então, ela faz entrevistas com as pessoas, casadas, não casadas, crianças, idosos, namorados, gays, juiz, advogado, médicos... tudo isso para descobrir se esta palavra tem uma personificação.
Enquanto eu assistia ao filme, prestava atenção em cada detalhe, cada fala das pessoas que ela entrevistava, e ia me perguntando se eu também acreditava naquilo daquela forma que eles expunham. E eu percebi que eu não conseguiria definir o amor porque é a "coisa" mais destemida,  sensível e libertadora que existe no mundo. 
Eu acho que o amor é como café. A gente não pode colocar açúcar demais, nem de menos. Café é amargo, por mais açúcar que se coloque. Café é em pó, e se mistura com a água para tornar-se um líquido acessível a todos. Café é posto em algum objeto em que possa ser mantido aquecido, ou no qual possa ser consumido rapidamente. Nunca entendi café em copos descartáveis, não combinam. Você pode adicionar leite ao seu café se quiser. São coisas que adicionamos ou retiramos, conforme vai dando. Café queima a língua, nos machuca. Café é café. Amor é amor. Não sei há definições.