terça-feira, 4 de março de 2014

"Chora, mas sorri no final, por favor"




Tem aqueles dias. Aqueles que você quer sumir, aqueles que você deseja um abraço, uma palavra, um brownie, um morango, um sorriso.

Tem aqueles dias que você tem quinhentas palavras palavras na garganta e de alguma forma elas te agarram, te vencem, te ignoram, e você engole em seco cada uma delas e não consegue dizer nada a ninguém. 

Tem aqueles dias que você sabe exatamente o que precisa: aquela longa conversa estupidamente revigorante, aquele chocolate suíço, um sorriso que lhe cai ridiculamente bem e sim, aquele abraço apertado. E são nesses dias que sem querer a gente desaba. E desaba poeticamente. E a gente deixa cair as gotas de poesia da alma. A gente deixa fluir, sair, lavar. A gente chora. E são nesses dias que a gente chora, mas sorri no final, porque de nada valeria o amargo choro se não fosse recompensado pela doçura de um riso. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

"Não poder se opor a dor é relevar a si"



É difícil. Muito difícil. Certas coisas na vida a gente tem que relevar outras a gente leva a sério, e muitas vezes a gente brinca pra esconder a dor.
A dor não é confortável. E eu não estou falando de dor de cabeça ou dor de dente, mas é aquela dor que fica no seu coração, martelando seu juízo, tirando suas noites de sono, fazendo as lágrimas rolarem dando um toque amargo às suas palavras. Até mesmo aquela dor, que apesar de ser pequenina, causa por muitas vezes ao dia uma espécie de grilos no estômago e uma pequena angústia.
O que causa uma dor? Ah, não sei. Pode ser uma briga com um amigo ou familiar, uma frase mal dita, uma desilusão amorosa, uma chateação fora de hora, a perda de um bem precioso... Vai depender. Vai depender da peça que a vida quer te pregar.
O que se deve fazer? O melhor é não se esconder. Não entorpeça a dor, porque uma hora ela será bem maior e o abismo não terá volta. É mais corajoso atravessar o fogo de olhos abertos.
É melhor sentir todos os tipos de emoção do que não sentir nada. É possível se curar de um jeito saudável e honesto. Permita-se sentir o que mais tem evitado.  No final das contas, a sua experiência com a dor pode ser uma luz no fim do túnel para quem não tem esperança nenhuma.