terça-feira, 4 de março de 2014

"Chora, mas sorri no final, por favor"




Tem aqueles dias. Aqueles que você quer sumir, aqueles que você deseja um abraço, uma palavra, um brownie, um morango, um sorriso.

Tem aqueles dias que você tem quinhentas palavras palavras na garganta e de alguma forma elas te agarram, te vencem, te ignoram, e você engole em seco cada uma delas e não consegue dizer nada a ninguém. 

Tem aqueles dias que você sabe exatamente o que precisa: aquela longa conversa estupidamente revigorante, aquele chocolate suíço, um sorriso que lhe cai ridiculamente bem e sim, aquele abraço apertado. E são nesses dias que sem querer a gente desaba. E desaba poeticamente. E a gente deixa cair as gotas de poesia da alma. A gente deixa fluir, sair, lavar. A gente chora. E são nesses dias que a gente chora, mas sorri no final, porque de nada valeria o amargo choro se não fosse recompensado pela doçura de um riso.